Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

"A fim de que tal abordagem seja verdadeiramente humana deve «evitar um enfoque reducionista que considere a pessoa humana como um obstáculo para o desenvolvimento".


Ativistas do controle demográfico e direitos reprodutivos marginalizados em debate do Rio+20

Por Timothy Herrmann - Fevereiro 03, 2012 -

NOVA YORK, 3 de fevereiro (C-FAM) Em preparação para o que é quase indiscutivelmente a conferência intergovernamental sobre desenvolvimento sustentável mais influente na escala internacional, representantes de estados membros, de organismos da ONU e da sociedade civil concluíram três dias de acalorados debates sobre o projeto mais recente de um documento que servirá de guia para as práticas de desenvolvimento sustentável em todo o mundo.

Tal como está, o documento não faz alusão alguma ao controle demográfico ou aos direitos reprodutivos como componentes necessários para o desenvolvimento mundial sustentável.

O escrito se concluirá na conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável a realizar-se no Rio de Janeiro, Brasil, no próximo mês de junho (Rio­+20).

A ausência de referências ao controle da população e aos direitos reprodutivos levou os organismos da ONU como o Fundo de População (UNFPA, por suas siglas em inglês) e a grupos como a International Women’s Health Coalition (IWHC) a realizar fortes intervenções que propõem sua inclusão em futuros projetos.

Apesar de que estas organizações foram contundentes durante o processo consultivo, na ONU era evidente que estas referências não se incluíam no projeto por falta de consenso entre os países e a sociedade civil sobre a relação entre desenvolvimento e crescimento da população.

Em busca de outros foros para manifestar sua polêmica agenda fora do Río+20, o UNFPA Fundo de População foi convidado durante a mesma semana para concorrer ao Forum Econômico Mundial (FEM) em Davos, exclusive na cúpula anual a qual assistem alguns dos políticos, corporações e acadêmicos mais influentes do mundo.

Enquanto estava no FEM , o presidente do UNFPA Fundo de População , o dr. Babatunde Osotimehin, fez uso da palavra em um painel intitulado «7 bilhões  que constam: benefício ou desastre».

Mesmo o debate sendo levado a cabo de maneira privada, tanto o UNFPA Fundo de População como o FEM Forum Econômico Mundial publicaram informações e declarações oficiais que descrevem o crescimento demográfico como insustentável e como uma ameaça para o desenvolvimento.

Para muitos países que investiram fortemente na próxima conferência, como Brasil, o perigo de assinalar o controle demográfico de ameaça para o desenvolvimento coloca o mundo numa encruzilhada.

Em uma declaração oficial, o Brasil afirmou que na conferência prevista os países «podem optar por repetir argumentos neo-malthusianos ou decidir restabelecer a necessidade da solidariedade, da equidade e padrões sustentáveis de produção e consumo, com os países desenvolvidos frente à iniciativa».

Pelo contrário, a declaração oficial do UNFPA Fundo de População referente ao projeto do documento sobre desenvolvimento sustentável apresentou o crescimento demográfico de forma negativa e recomendou que os governos garantiram «que todas as mulheres, homens e jovens tenham informação, acesso e opções sobre a variedade mais ampla possível de métodos de planificação familiar seguros, efetivos, acessíveis e aceitáveis», que em prática incluem tanto abortivos como serviços de aborto.

Apesar de que o UNFPA Fundo de População argumenta em seu documento que respalda o princípio de que «os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável», suas políticas de controle da população identificam a pessoa humana como o principal problema, mais que a solução, que enfrenta o desenvolvimento sustentável.

Uma recente declaração da Santa Sé sobre a próxima conferência destaca não só que o documento resultante deveria incluir um «enfoque centrado no homem», mas que a fim de que tal abordagem seja verdadeiramente humana deve «evitar um enfoque reducionista que considere a pessoa humana como um obstáculo para o desenvolvimento».


publicado por emtudoavontadedeus às 23:02
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