Terça-feira, 25 de Março de 2014

Com o tempo compreenderam que se encontravam diante de um fenômeno sobrenatural: se tratava realmente do Menino Jesus, que se manifestava embaixo das aparências de um adolescente.

"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

O soldado noivo

Uma senhora muito velha, chamada Maria Doria, a qual eu conheci, contava que sua mãe, contemporânea de Luisa, no verão saía para ir à Torre Disperata, uma fazenda perto daquela onde vivia a família Piccarreta.

Esta senhora estava a par dos fenômenos relacionados com Luisa Piccarreta menina; os havia narrado sua mãe com luxo de detalles.

Sua mãe, em sua infância ia acompanhar e brincar com Luisa e com suas irmãs, pois eram amigas íntimas.

Muitas vezes notavam que Luisa brincava com um jovem desconhecido.

No princípio acreditavam que vinha de uma casa de perto.

O raro era que só brincava e falava com Luisa e, depois de certo tempo, se ia.

As irmãs e as amigas lhe perguntavam quem era esse jovem.

Ela, sorrindo, não respondia nada. Uma vez disse «Sim», quando fizeram uma pergunta para ela: «É teu noivo?».

Com o tempo compreenderam que se encontravam diante de um fenômeno sobrenatural: se tratava realmente do Menino Jesus, que se manifestava embaixo das aparências de um adolescente. O fenômeno se verificava cada vez que Luisa era atacada pelas forças diabólicas.

A aparição de Jesus era a consolação pelo que tinha sofrido. Uma vez, a encontraram metida, como uma espiral, entre as barras de ferro de sua cama e foi necessária a intervenção do ferreiro para livrá-la.

O surpreendente foi que seu corpo ficou ileso.



Outra vez a encontraram perto do teto da sala, pendurada em um gancho que normalmente se penduravam salsichas.




Frente a estes fenômenos Luisa se livrava normalmente com orações dirigidas à Santíssima Virgem, encontrando refúgio na cavidade de um grande tronco de árvore, que ainda existe nesse lugar. 

Em outra ocasião, viram que de um pequeno montículo perto da fazenda que se elevava, uma grande chama, e dado que Luisa ia brincar nesse montículo, sua mãe e seu pai correram imediatamente para apagar o fogo. Foi inútil sua corrida: Luisa estava tranquilamente sentada em cima de uma rocha, olhando o céu, sem rastros de fogo em torno de sua pessoa.

Muitas vezes Luisa se punha a contemplar o sol, em pleno meio-dia, sem que seus olhos sofressem dano algum. Minha tia Rosaria me disse que este fenômeno durou até sua morte. Com efeito, através de seus escritos, podemos descobrir que o sol era um astro privilegiado para Luisa. Relacionava-o com a Santíssima Trindade.

Os anos haviam passado; Luisa era já famosa em toda Corato; estava em seu apogeu a guerra mundial. O irmão soldado da senhora Maria Doria anunciou, com uma carta enviada da Sicilia, seu noivado com uma jovem da ilha.

A mãe se entristeceu muito porque seu filho já estava comprometido con um «bom partido», uma jovem rica de Corato. Havia sido um noivado arranjado pelos pais, como se fazia naquela época. A mãe chorava e exclamava: «Pobre filho meu, o embrulharam; a máfia entrou em minha casa!». Na Sicília, nesses tempos, se refugiava nesse lugar o bandido Giuliani.

Um dia pediu para sua filha mais velha que fosse até Luisa e lhe dissesse que era a filha de sua amiga de infância e que se lembrasse das palavras que pronunciasse. 

A jovem foi à casa de Luisa, na rua Madalena; levou as saudações de sua mãe, muito gratas a Luisa e a conversa versou sobre o período em que estavam nas fazendas de Torre Disperata. Luisa acrescentou: «Quantas orações e quantas mortificações naqueles lugares!». 

Luisa, agradecendo à jovem a cortesia, disse que dissesse à sua mãe que orasse muito, como faziam quando estavam na fazenda, e que fizesse todas as práticas de piedade que nunca deviam descuidar-se para que se pudesse cumprir a Vontade de Deus.

Logo, à queima-roupa, olhando-a, disse: «Mas, por que estás triste?». E a jovem contou o caso de seu irmão e as preocupações de sua mãe. Luisa lhe disse: «Como pode dizer que essa jovem é pior que a primeira? Que ore ao Senhor e seu coração se verá consolado».

A jovem levou a resposta de Luisa a sua mãe, que exclamou: «Meu filho está a salvo!». Com efeito, logo supôs que a jovem siciliana era de boa família, religiosíssima; em sua família havia inclusive dois tios sacerdotes.

O jovem, mais tarde, se casou na ilha, formou uma magnífica família e constituiu assim a felicidade de sua mãe.

publicado por emtudoavontadedeus às 22:30
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