Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

O mesmo anjo que, na vez passada, me levou ao Purgatório, veio chamar-me para ir ao Céu.

 

VISITA AO CÉU

 

 

O mesmo anjo que, na vez passada, me levou ao Purgatório, veio chamar-me para ir ao Céu. Ele me havia dito que, em qualquer noite, poderia voltar para me fazer gozar, ao menos em sonho, a presença de Deus Onipotente, na eterna bem-aventurança.

 

Passei a semana a esperar pela surpresa agradável. E, justamente, nesta noite, eu havia adormecido muito cansado pelos trabalhos e fadigas do dia, com muitos problemas e preocupações. Antes de rezar, fiquei pensando que seria uma boa oportunidade se aquele belo anjo me viesse buscar para ver o Céu.

 

E foi isto o que aconteceu!

 

Movido apenas por um sinal do meu companheiro divino, vi-me, de repente, na amplidão do infinito, atravessando as nuvens, subindo, sempre subindo. Uma alegria indescritível se apoderara de mim e, à proporção que ia subindo, sentia-me tão leve, tão diferente, que não pude deixar de fazer minha primeira pergunta:

 

Para onde me levas, anjo divino?

 

Vim buscar-te para o Céu! respondeu-me ele.

 

E por que estou ficando tão leve?

 

Então, explicou-me o anjo, o que se passava em mim:

Esta sensação que sentes é uma sensação de bem-estar, de alívio, de felicidade que sentem todos os que se aproximam do Céu. Como sabes, o Céu é o lugar que Deus reservou para as almas justas e santas, onde não há nem pode haver tristezas, sofrimentos ou contrariedades. O Céu é a própria felicidade, a alegria sem restrições dos que sempre desejaram o bem e a posse da eternidade com Deus.

 

É lá que tu moras?

 

Sim, moro no Céu. Sou dos querubins que estão sempre diante do trono de Deus, para servi-Lo e amá-Lo.

 

Então, sempre estás a ver Deus?

 

Sim, vejo Deus todos os dias. E quando tenho de afastar-me de sua presença, como agora, para o desempenho de alguma missão, sinto uma saudade imensa do meu lugar, porque ali a gente vive sempre feliz.

 

Pensei, então, que bom seria se Deus consentisse que eu ficasse no Céu. E que este sonho não fosse um sonho, mas a pura realidade!... Quanto mais voávamos, mais eu ficava transformado, sentindo algo diferente dentro de mim. Começava a ver os meus desejos satisfeitos e atendia a minha vontade. Via-me contente com tudo o que possuía e o mais interessante é que não desejava mais nada. E aquilo me trazia uma grande admiração, pois quantas coisas tenho ainda que fazer, negócios para resolver e, agora, tudo isso desaparece, por encanto, como se já estivesse realizado!

 

Num dado momento, o anjo olhou para mim e falou:

 

Estamos pertinho do Céu! Olha para baixo!

 

Olhei. A Terra me pareceu tão mesquinha, tão desprezível, tão sem atrações que fiquei admirado de me conformar em viver lá. Quis falar com o anjo, mas, quando olhei o seu rosto, fiquei espantado. O meu companheiro começava a transfigurar-se, ficando translúcido, tão lindo que fiquei abismado. Um sorriso divino, meigo e manso esboçava-se em seu rosto que parecia fitar alguma coisa lá muito distante. Não quis despertá-lo do seu êxtase e esperei que ele me falasse de novo, a fim de perguntar-lhe o que estava vendo. Por fim, comecei a ficar, também, transfigurado e pressenti que a velocidade do nosso vôo diminuía, como sinal de aproximação do Céu. Mais alguns instantes e encontramo-nos diante de um portão muito mais estreito do que o do Purgatório. Ao avistá-lo até pensei que por ele não pudéssemos passar e supus que se tratava de alguma ante-câmera do Céu.

 

Depois que paramos, tive ânimo de perguntar ao anjo:

 

E agora, onde estamos?

 

Diante do portão do Céu! respondeu.

 

Assim, tão estreito?

E o anjo me explicou:

 

É que a entrada do Céu é muito difícil. O caminho é apertado e a portinha... bem que estás vendo!...

O anjo ajoelhou-se diante daquela porta esquisita, fez três reverências profundas e, aos poucos, ela abriu-se, deixando-nos ver o que estava lá dentro.

 

Meu Deus, que deslumbramento!

E, a um sinal do meu amigo, segui-o pelas belas alamedas da eternidade. Fomos andando, entre magníficos jardins de belas flores, sentindo o hálito perfumado daquele recanto esplendoroso, onde imperava uma beleza que ninguém pode descrever. Meu corpo se tornava cada vez mais leve. Por pouco, nem tocava mais no chão!

 

Minha ansiedade era tão grande, que não pude deixar de perguntar ao anjo:

Isto aqui já é mesmo o Céu?

Sim, já estamos no Céu. respondeu o querubim. Mas o Céu tem muitos departamentos e agora é que estamos chegando ao primeiro degrau de felicidade.

 

publicado por emtudoavontadedeus às 17:04
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