Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

Ana, «garota difícil» e sem Deus, queria «dar algo à Humanidade e suicidar-me»... hoje é religiosa.

ReligionenLibertad.com

 

Uma adolescente firme que mudou sua vida

Ana, «garota difícil» e sem Deus, queria «dar algo à Humanidade e suicidar-me»... hoje é religiosa. Quando se converteu e começou ir à missa diariamente, sua família não praticante se assustou como se estivesse em uma seita e tratava de impedir.

P. J. G. / ReL- 10 abril 2013- religionenlibertad.com

Nos seus 25 anos, a Irmã Ana Maria da Penha viveu já todo um itinerário espiritual complexo: uma infância com fé mas pouca prática, unma adolescência de ateísmo e amargura e uma juventude adulta na alegria do amor de Deus.

Família de católicos ocasionais
Ana cresceu em uma família em Cuenca, de católicos de "casamentos, comunhões e funerais", dos que "levam seus filhos para a catequese para que recebam os Sacramentos e já está bom".

Na catequese de Primeira Comunhão a preparou um sacerdote que era "muito, muito bom", tinha a todos as crianças no bolso. E a boa recordação que tenho das coisas de Deus de quando era pequena é graças a ele. Sempre me chamou a atenção como este sacerdote olhava Jesus no Sacrário e eu comecei a desejar querer ese Jesus que ele queria tanto".

Também teve uma professora em seu colégio público "que era uma enamorada da Virgem. Tinha uma imagem da Virgem na classe, tínhamos que rezar todos os dias e no mês de maio levar-lhe flores, cantar a Salve Rainha em latim ... A mim essas coisas me encantavam e foi uma experiência bonita de Deus em minha infância".

Exigência de adolescente e uma má paróquia
Chegou a adolescência, com suas exigências de radicalidade. Como em tantas famílias espanholas, Ana, que não ia à missa dominical, quis fazer a catequese de confirmação "porque toca".

"A paróquia que fui digamos, era muito incoerente. Eu sempre fui uma pessoa muito radical para tudo, eu gosto que o branco seja branco e o negro seja negro, e quando não há coerência, me repele. Então me zanguei com a Igreja. Eu via que o que me diziam e o que eles viviam nesse lugar não coincidia".

"Fora isso, como era uma adolescente, comecei a viver uma série de coisas que não são mais tão inocentes, e a consciência me remordia. Existem coisas que dá muita vergonha confessar, e se uniu a incoerência que eu via, com minha consciência que me dizia que estava vivendo mal. Algumas de minhas amigas começaram a escutar grupos de música claramente anti-católicos cujas letras eram contra a Igreja e tudo que era religioso, então eu comecei a me convencer disso, que eu escutava através da música. Eu me via bem em pensar mal da Igreja para justificar minha consciência. E como sempre fui radical para tudo me meti de cabeça . Comecei um caminho forte de rebeldia".

Ser duro em um mundo amargo
A nova Ana anti-Igreja não era em absoluto especialmente feliz e realizada. Mas bem o contrário: era uma adolescente que tinha que se mostrar dura e assumia que a vida devia ser, necessariamente, amarga.

"Eu era muito dura com meus companheiros. Tampouco é que desse pancadas, nem coisas como essas, mas digamos que não deixava que ninguém se pusesse em meu caminho. Eu me encarregava de que se alguém me fizesse algo pagasse caro. Para as pessoas eu dava uma espécie de medo minha forma de ser".

"Também nessa época, tinha muitos problemas em minha família. Tudo o que me rodeava era um pouco amargo. Até a música que escutava transmitia amargura. Logo minha visão do mundo foi essa, um lugar amargo e escuro onde todos eram maus e eu tinha que ser mais, para que ninguém me pisasse. Isso era um pouco o que tinha dentro: raiva, desespero".

Ler e estudar mas, para que?
Outros adolescentes buscavam esquecimento ou distração nas discotecas, no álcool, sair... mas para ela isso não a atraía: " parecia-me como fazer o que faz todo o mundo. Não me atraía. Não havia nada que me atraísse, nada que me desse ilusão".

A única coisa que a interessava, curiosamente, era ler e estudar. "Era como um alívio, a única coisa com a qual eu desfrutava".

Mas, estudar para que? Não queria formar uma família, não sonhava com nada.

E Ana recorda que se disse a si mesma: “bom, pois estudarei, farei alguma descoberta científica para trazer alguma ajuda à humanidade, e depois me suicido, e é isso”. Tinha 13 ou 14 anos, era uma estudante inteligente e leitora ávida... e essa era sua visão da vida.

Essa era sua situação quando um dia na aula o professor começou a explicar as diferentes teorias sobre a origem do universo.

"Não digas isso, Deus existe"... e recordou
"Não sei a troco de que, pois o professor não havia dito nada disso, tomei o tema do Criador , e pondo-me de pé comecei a criticar muito duro a Igreja. Então uma garota que tinha na classe que era crente e muito firme se levantou e me disse: ´não digas isso; não digas isso, porque Deus sim existe´."

E isso bastou para fazer pensar a Ana.

"Não disse nada mais. Não deu mais argumentos. Mas esteve três dias sem poder parar de pensar nisso. E comecei a lembrar-me de quando era pequena, e da experiência de Deus que eu tinha tido naquela época. E logo comecei perder a paz, e aquela pureza que eu tinha quando era pequena. Mas não sabia como encontrar o caminho de volta. Eu me tinha lançado de cabeça, e não sabia como voltar a me levantar".

E Ana fez algo que muitos não conseguem fazer: pedir ajuda.

"Decidi pedir ajuda, para essa companheira. Eu me aproximei dela e lhe disse, “Ouça, eu quero crer em Deus, me ajuda?” Nesse momento ela não sabia se era uma piada, se eu estava rindo dela, se havia câmeras ocultas, ou algo assim".

Monjas, gente rara que canta em latim?
Ela admitiu que não tinha muita formação e a animou a ir a umas reuniões com religiosas. Ana não conhecia nenhuma monja. "Só as conhecia de filmes, mas as imaginava como um círculo de gente vestida de negro, e cantando em latim. Porém estava desesperada por ter luz e decidi ir a essas reuniões".

"E ali estavam as Servas do Lar da Mãe. Desde o princípio me trataram como se me conhecessem por toda a vida, com muito carinho. E tudo o que eu perguntava para elas me iam explicando".

Conhecendo jovens cristãos alegres
Nesse verão participou de um acampamento de jovens do Lar da Mãe. "Eu me impressionei muitíssimo, porque eu nunca tinha conhecido jovens assim, com essa ilusão, com essa vontade de viver, com essa alegria, que estavam pendentes em todo o mundo. Eu me tinha auto-convencido de que não mais existia gente boa. E ali vi que sim, que existia gente boa. Foi como recuperar outra vez a esperança".

"Um dia, que estávamos na capela, Jesus falou em meu coração e me disse, ´Agora decide-te, ou segues por aqui, ou voltas para onde estava, mas dupla vida, não´. Então vendo que a vida que levaba antes não valia a pena, me disse: eu fico com esta que encontrei!"

Se nossa filha vai à missa, está em uma seita?
Seus pais, que como explicamos nem sequer iam à missa aos domingos, se assustaram ao ver que sua filha ia à missa diariamente! Ana já quase não via televisão, já não ia com seu anterior grupo de amigos e -sendo grande leitora-, agora passava o dia lendo livros religiosos.

"Meus pais pensaram que eu tinha me metido em uma seita. Tentaram afastar-me de tudo o que cheirasse a religioso e a partir daqui começou um filme, que foi tentar me esconder de meus pais para ir à Missa e todas essas coisas. Eu, agora os entendo, porque claro, foi uma mudança muito radical. A verdade é que agora me lembro e dou risada", admite.

Responder por quem não o faz
Logo, com 15 anos, descobriu sua vocação à vida religiosa. "Ia andando pela rua tão feliz para ir à Missa, e não ia pensando em nada de vocação, mas de repente me lembrei de uma coisa que eu fiz nesse famoso acampamento. Um dia na capela, rezando, disse ao Senhor que se Ele quisesse, que eu me ofereceria para responder por todas as almas que não o fazem. Então, não me disse nada. E depois de um tempo, quase um ano, eu ia pela rua, e me veio essa lembrança à cabeça, de quando eu estava na capela dizendo isso ao Senhor.
E experimentei que me diziam por dentro, “Pois aceito teu oferecimento”. Desde esse momento soube que tinha vocação. Fiquei esperando até os 18 para poder entrar porque evidentemente meus pais não iam dar permissão antes. E quando completei 18 anos entrei como candidata nas Servas do Lar da Mãe".

Então já se passaram uns anos. Completei os 25, Ana diz bem claro: "Estou muito agradecida ao Senhor por ter me tirado dessa escuridão em que vivia e agora tento ser um testemunho de amor apaixonado pelo Senhor e transmitir essa ilusão e essa esperança que penso que só Ele pode dar de uma forma permanente".

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publicado por emtudoavontadedeus às 00:16
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