Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

Frutos do Concílio Vaticano II:o 'Catecismo da Igreja Católica' e o 'Código de Direito Canônico de 1983'.

ReligionenLibertad.com

Segundo o Cardeal Brandmüller: Os altares voltados ao povo e a eliminação do latim «não são frutos do Concílio»

O purpurado alemão, de 83 anos, afirma que são frutos o Catecismo da Igreja Católica e o Código de Direito Canônico de 1983.

Guido Horst / Vatican Insider - 28 agosto 2012 - religionenlibertad.com

O cardeal Walter Branmüller, alemão de 83 anos, é um reconhecido teólogo. É considerado um dos intépretes do Concílio Vaticano II mais em sintonia com o Papa, que no último consistório, em 2010, lhe concedeu o episcopado e a púrpura em homenagem por toda uma vida de investigação vinculada à Cúria romana.

Ele concedeu uma entrevista ao 'Vatican Insider', pelo motivo da aproximação do quinquagésimo aniversário do início da histórica assembléia.

O Vaticano II foi um Concílio pastoral que também ofereceu explicações dogmáticas. Existe algo semelhante na história da Igreja?

Efetivamente, pareceria que justamente com o Vaticano II se inaugurou um novo tipo de Concílio. A linguagem que se empregou e a exaustividade dos textos demonstram que os padres conciliares não tinham como motivação sentenciar a respeito das novas questões controvertidas a nível eclesiástico, mas sim ao desejo de dirigir-se à opinião pública da Igreja e ao mundo inteiro no espírito da anunciação.

Se a cincoenta anos de distância um Concílio não foi recebido de forma adequada pelo povo da Igreja, não teria que declará-lo um fracasso? Bento XVI advertiu acerca de uma leitura enganosa do Concílio, sobretudo em relação à hermenêutica da ruptura...

Esta é uma dessas perguntas que já se converteram em parte do repertório definido pelo novo sentimento existencial típico das convulsões de nosso tempo.

Porque, afinal de contas, o que são cincoenta anos? Recorde o Concílio de Nicéia de 325. A disputas em torno do dogma daquele Concílio (a natureza do Filho, ou se tinha a mesma substância do Pai ou não) duraram mais de cem anos. Ao cumprir-se o quinquagésimo aniversário do Concílio de Nicéia, Santo Ambrósio foi ordenado bispo de Milão e até sua morte teve que lutar contra os arianos que rechaçavam aceitar as disposições do Concílio.

Pouco depois se deu outro Concílio, o primeiro de Constantinopla em 381 -necessário para completar a profissão de fé do de Nicéia-, ao qual Santo Agostinho teve que opor-se aos herejes, até que se apagaram em 430.

Também o Concílio de Trento, para dizer a verdade, teve poucos frutos até o jubileu de ouro de 1596. Precisou esperar que uma nova geração de bispos e de prelados amadurecesse no “espírito do Concílio” para que este pudesse surtir seu efeito. Assim teremos que dar-nos uma respirada.

Falemos agora um pouco sobre os frutos do Concílio Vaticano II.

Antes de mais nada, evidentemente, está o 'Catecismo da Igreja Católica', em analogia com o tridentino: depois do Concílio de Trento se fez o 'Catechismus Romanus' para oferecer aos párocos, pregadores, etc., os parâmetros para a pregação e o anúncio ou a evangelização. Também o 'Código de Direito Canônico de 1983' se pode definir como um dos frutos do Concílio.

»Teria que dizer que a forma da liturgia pós-conciliar, com suas distorsões, não se deve achacar o Concílio ou a constituição litúrgica que instituiu o mesmo (Sacrosanctum Concilium), pelo qual esta ainda não tinha sido verdadeiramente adotada.

»A eliminação indiscriminada do latim ou dos cantos gregorianos, além da direção dos altares voltada ao povo não se pode chamar frutos do Concílio. Vamos dar uma olhada para trás pela falta de sensibilidade no cuidado das almas e na pastoral da forma litúrgica.
Só tem que pensar em uns excessos que evocam a iconoclastia (o Beeldenstorm, a luta contra as imagens) do século VIII, excessos que catapultaram numerosos fiéis a um autêntico caos e lhes deixaram submersos na escuridão.

»Mas sobre isto já se disse tudo. Logo se começou a compreender a liturgia como uma imagem de especulação da vida da Igreja, sujeita, sem dúvida, à uma evolução histórica orgânica, mas que não pode ser decretada de golpe, como se fez. Ainda estamos pagando as consequências.

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publicado por emtudoavontadedeus às 01:02
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