Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

Minha recente conversão ao cristianismo foi um milagre, causado por uma revelação sobrenatural e que salvou minha vida.

ReligionenLibertad.com

História de uma conversão

John C. Wright: um ateu que desafiou a Deus e foi visitado pela Virgem e a Santíssima Trindade

«Minha recente conversão ao cristianismo foi um milagre, causado por uma revelação sobrenatural e que salvou minha vida», explica. Oito anos depois, continua escrevendo novelas.


Pablo Ginés/ReL - 13 setembro 2011 - religionenlibertad.com


John C. Wright, casado e com três filhos pequenos, paga as faturas escrevendo manuais de informática, mas tem bastante fãs como escritor de ficção científica. Sua trilogia de "A idade dourada" foi publicada em espanhol por Bibliópolis, e Berenice publicou suas duas novelas de fantasia (com uma tradução muito ruim) da série 'A Guerra dos Mundos' ('O último guardião de Everness' e 'As névoas de Everness').

Wright nasceu em 1961 e teve uma juventude "introvertida, cheia de livros, irreligiosa, nada atlética". Seus pais eram luteranos, mas deixaram de levá-lo à igreja quando ele tinha 7 anos, e só mantinham um certo cristianismo cultural.

"Por muitos anos foi ateu, e um ateu veemente, argumentativo e proselitista; não via nenhuma outra possibilidade para um pensador lógico", explicou em uma entrevista no MostlyFiction.com.

Em seu blog, em setembro de 2011, acrescenta: "eu era um campeão do ateísmo que dava argumentos a seu favor tão convincentes que três de meus amigos deixaram suas crenças religiosas devido a minha capacidade de persuasão, e meu pai deixou de ir à igreja".

"Minha recente conversão ao cristianismo foi um milagre, causado por uma revelação sobrenatural, que satisfez meu ceticismo nessa área e salvou minha vida. Para minha surpresa, descobri que sigo sendo um pensador perfeitamente lógico. Sustento que é insuficiente afirmar que desde que o raciocínio humano não encontra evidência de umã Ser Divino, tal ser no exista. A conclusão adequada seria que os humanos, sem a assistência e intervenção do ser divino, podem não chegar a conhecer-lhe: uma conclusão que creio que até os ateus admitirão", acrescenta.

Ateus: equivocados em tudo menos em religião

Em novembro de 2003, com 42 anos e depois de muitos anos de debate com amigos ateus, Wright chegou à uma conclusão: excepto no relativo ao sobrenatural e a existência de Deus, "meus colegas ateus se equivocavam de forma horrivelmente cômica em qualquer ponto básico de filosofia, ética e lógica, enquanto que meus odiados inimigos cristãos tinham razão". Menos no referente a Deus e a religião.

"Sendo um filósofo, não um pedante, submeti o assunto a uma prova empírica. Pela primeira vez em minha vida rezei. Disse: Querido Dios, não há forma lógica na qual possas existir, e inclusive se aparecesses diante de mim em carne e osso, te consideraria uma alucinação. Não me ocorre nenhuma forma ou evidência, não importa o quanto claro que seja, para que me demonstres tua existência. Porém os cristãos dizem que és benevolente, que minha falta de crença em ti me condenará inevitavelmente. Se, como dizem, te importa se me condeno ou não, e se, como dizem, és sábio e todo poderoso, podes demostrar-me mesmo sabendo que é algo lógicamente impossível. Graças por antecipação por cooperar neste assunto. John C. Wright."

Passados três dias. Wright estava tranquilo e satisfeito de ser "lógico, objetivo e de mente aberta". E aconteceu. Em suas palavras:

"Sem aviso prévio, tive um ataque do coração, e caí no chão, gritando e moribundo. Então, me salvei de uma morte certa curado pela fé ("by faith-healing"). Depois disso, senti que o Espírito Santo entrava em meu corpo, então, imediatamente fiquei consciente de minha alma, uma parte de mim que até então pensava que não existia. E visitou-me a Virgem Maria, seu Filho, Seu Pai, para não mencionar outros vários espíritos durante vários dias, incluindo períodos de êxtases divino e uma conciência da unidade mística do universo..."

E continua:

"E uma semana depois disso, tive uma experiência religiosa na qual entrei na mente de Deus e vi a indescritível simplicidade e complexidade, amor, humor e majestade de Seu pensamento, e entendi o gozo mais além de toda compreensão e entendi a unidade que subjaz em todas as coisas, e o paradoxo do determinismo e a livre vontade ficou clara, assim como a natureza sinfônica da profecia. Foi-me mostrado a estrutura do tempo e do espaço."

"E então Cristo numa visão me disse que Ele seria meu juíz, e que Deus não julga ao homem. Então expliquei à minha esposa. Um mês depois, quando pela primeira vez lia a Bíblia -mais do que o mínimo indispensável da escola- encontrei o parágrafo de João (João 5,22), que nunca tinha visto antes, que nenhum cristão nunca me tinha mencionado, onde diz isso mesmo com essas palavras. E depois disto vi como uma ou duas dezenas de orações eram respondidas de forma milagrosa, tanto que agora me parece uma rotina normal, mais que um ato extraordinário de fé".

Em dezembro de 2006, também em seu blog, Wright descrevia assim sua experiência, detalhando algo mais de seu encontro com a Virgem:

"O que vi foi tão simples como o amor, e tão misterioso. Não foi uma vaga luz ou sensação difusa a que encontrei, mas pessoas com as quai falei, um espírito, um apóstolo, a Senhora, o Paráclito, o Messias, e o Pai. O Espírito Santo entrou em minha alma, o senti fazê-lo, e algo mudou dentro de mim: a graça foi vertida em mim como numa pequena taça,
alquimia do vinho que transforma o metal em ouro.

Meia dezena de experiências místicas

Deveria dizer “experiências”, no plural. Não uma, mas seis, em um espaço de meses, e que continuam até hoje. Eu tive visões e experimentei milagres, eu tive orações respondidas e ocorreram coisas ainda mais estranhas. Um único evento sobrenatural seria suficiente para convencer um ateu honesto sobre da existência de algo no universo que não encaixaria no modelo materialista, científico. Eu tive meia dezena de tais experiências, cada uma diferente em natureza, duração e tipo a respeito das outras: uma vergonha de evidência; esmagadora; definitiva. Não encontrei um deus genérico, o deus dos filósofos, ou algum Ser de Luz da New Age. Encontrei as três pessoas da Trindade, uma depois da outra.

E Maria. Falei com ela. Desejaria poder falar-vos de sua ternura, sua simplicidade plena bondade de coração. Ela está mais alto agora que qualquer rainha, e vive onde gozo vive sempre, e espíritos luminosos a rodeiam como velas votivas, mas desejaria poder fazer algo, qualquer coisa para desfazer as dores que conheceu em vida. Pobre mulher. Pobre, pobre mulher. Se isto foi tudo uma alucinação, se foi tudo loucura, de verdade que mesmo assim a creria, só pela ínfima possibilidade de vê-la novamente no céu, e segurar sua mão novamente. Suas mãos eram as mãos calejadas de uma escrava."

Em distintos pontos de seu blog adverte que "não posso dizer mais do que disse; me pediu que não o fizesse; talvez tenha revelado mais do que devia".

Sem renunciar à razão e a filosofia

O que passa quando um homem que se considera lógico e racionalista, capaz de sentar-se levar idéieas lógicas à grandes distâncias como para escrever ambiciosas histórias de ficção científica, com trabalhadas argumentações, descobre Deus por pura graça mística?

Uma tentação é cair no fideísmo ( Sistema que põe o conhecimento das primeiras verdades na fé e dá preeminência à fé sobre a razão) e desprezar o pensamento racional. Porém Wright descobriu que no catolicismo a razão e a lógica é apreciada, e que só os fundamentalistas (ateus ou cristãos) a desprezam.

"O cristianismo resulta ser uma melhor filosofia que a filosofia. É uma visão do mundo racional, auto consistente e significativa, algo que promove a virtude e a honestidade, e ao mesmo tempo uma atitude filosófica para o sofrimento. A filosofia pagã, como a de Aristóteles e Platão, chamava os homens a viver e morrer como homens com uma alma grande, como estóicos, e a vivir honesta e honradamente, sem temor: mas seu mundo era tal que inclusive Aquiles era uma sombra no inferno, seu universo, onde o temor é racional, pois o motor imóvel não se moverá para salvar-te. O estoicismo, a doutrina de Epíteto e Marco Aurélio, Sêneca e Cícero, explica logicamente porque é melhor viver uma vida segundo la Natureza, mas não dota a alma com as armas necessárias para fazê-lo. A filosofia moderna, as especulações e devaneios de Rousseau, Nietzsche, Sartre, Marx, Russell, Wittgenstein, é lixo, e uma criança de escola pode detectar as contradições, desumanidades, e patentes absurdos em seu trabalho. O cristianismo faz tudo o que estes pensadores se propõem fazer, e também te entrega as catedrais e a Paixão de São João, o Natal e John Milton."

"A religião cristã põe uma ênfase na razão que outras religiões, salvo o judaísmo, não compartilham, ou não no mesmo nível. Nenhuma delas menciona o LOGOS, o princípio racional, a palavra, emanada diretamente do Pai. A encarnação faz do Deus cristão mais humano e humanitário que o Deus que vemos no Antigo Testamento ou no Corão. O Deus da trindade não está só."

Crianças, ciência e liberdade

"O cristianismo parece ajustar-se mais ao modo na qual a vida humana realmente é, comparada com outras religiões, ao menos em minha humilde apreciação. Há uma preocupação e amor pelas crianças que não notei em outras religiões, uma santidade para com o matrimônio, uma preocupação pela vida humana, uma preocupação pela monogamia, pelo valor individual, mais central à tradição cristã que a tradição de outras religiões. A cristiandade varreu a escravidão no mundo, a cristiandade inventou a ciência [o argumenta com clérigos como Copérnico, Mendel, Lemaitre, Alberto Magno, Roger Bacon, Pierre Gassendi, Boskovich, Marin Mersenne, Grimaldi, Oresmes, Buridan, Grosatesta, Clavius, Nicolas Stenon, Atanasius Kircher e leigos católicos como Galileo, Descartes, Pasteur, Pascal, Ampère, Coulomb, Fermat, Lavoisier, Volta, Cauchy e Pierre Duhem]. Se o cristianismo fosse inimigo da ciência, o ocidente seria a mais atrasada das potências tecnológicas, e os chineses, seguindo o pragmático e mundano Confucio, seriam os líderes."

E quanto aos argumentos com os quais amigos ou conhecidos ateus responderam ao seu testemunho, ficou desapontado. "Eu era um de vós e era muito bom em meu trabalho, e me envergonhais com a debilidade e bobagens de vossas tentativas em algo que antes eu fazia tão bem", responde em seu blog sobre alguns comentários.

"O argumento de que os milagres são inacreditáveis porque não se podem crer, inclusive se não fosse circular, é menos persuasivo do que parece à primeira vista, sobretudo quando o dizes a um cético que no entanto é testemunha de vários milagres, orações respondidas, visões, experiências religiosas, conhecimento de fatos antes que sucedecem, etc... Obviamente, eu que vi milagres a posteriori, não posso adotar a priori a postura de que os milagres não possam existir, não sem perder minha integridade como filósofo ou minha honra como homem".

Preparando um livro

Passaram quase 8 anos desde sua experiência mística e sua cura milagrosa do ataque de coração. Wright segue escrevendo novelas de ficção científica (e manuais de informática). Mas firmou com uma editora o projeto de um livro de apologética cristã. "Meu plano é que cada capítulo vá alternando cartas que meu antigo eu escreve ao meu eu atual, e vice-versa; assim se desenvolve um diálogo entre as idéias teístas e atéias sem que interfira na personalidade do filósofo, que neste caso é a mesma. Por agora se intitula: "Cartas da manhã".


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publicado por emtudoavontadedeus às 23:21
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