Domingo, 29 de Abril de 2012

«A foto da menininha correndo nua enquanto seu corpinho arde pelo napalm é um símbolo da guerra, mas minha vida é um símbolo de amor, esperança e perdão."

ReligionenLibertad.com

A vietnamita Kim Phuc


O napalm lhe deixou cicatrizes e dores pelo corpo... porém perdoou o piloto que lançou as bombas.


Kim Phuc foi o símbolo da guerra do Vietnam. Com nove anos, correndo despida depois de ser alcançada por uma bomba, sua foto sacudiu o mundo.


Juan Antonio Ruiz LC/ReL - 31 marzo 2012

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Que reação terias se te encontrasses diante de quem assasinou tua família? Se o parâmetro de nossas ações o marcasse como Hollywood ou outros modelos nos facilitam, a resposta seria óbvia: «Dem-me uma pistola imediatamente, que penso matar a este desgraçado!». É algo comprensível, depois de tudo. Porém a resposta de Kim Phuc a este dilema foi diametralmente oposta.

Converteu-se em um símbolo

Vietnam, 8 de junho de 1972. Um conselho militar americano coordena o bombardeio da aldeia em que Kim vive; as bombas contém napalm, um combustível gelatinoso que, nas palavras de Kim, sente-se como «queimar-te com gasolina por debaixo da pele». Nesse dia, ela tinha somente nove anos e a foto em que aparece correndo despida por um caminho e chorando, com o corpo queimado pelo napalm, se converteu em um símbolo.

Toda sua família morreu

Depois de fugir daquele inferno, onde toda sua família perdeu a vida, teve que percorrer outro igualmente terrível: catorze meses de recuperação pelas gravíssimas queimaduras, com dezessete operações e catorze anos posteriores de terapia.

Os comunistas quiseram manipulá-la

Dez anos depois daquele dia, em 1982, e depois de tanto sofrimento, Kim teve um sonho: queria estudar medicina. Entrou na faculdade, em Saigon. Porém sonhar em um regime comunista não é sempre posível; assim nos conta:

«Por desgraça os agentes do governo se inteiraram de que eu era a menininha da foto e vieram buscar-me para fazer-me trabalhar com eles e utilizar-me como símbolo. Eu não queria e lhes supliquei: “Deixem-me estudar! É a única coisa que desejo”. Então, me proibiram imediatamente de seguir estudando. […] Tinha a impressão de ter sido sempre uma vítima. Em meus 19 anos tinha perdido toda esperança e só desejava morrer».

Rumo à Cuba, casada fugiu para o Canadá

Por fim, e depois de muitos rogos, em 1986 o governo permitiu a Kim mudar-se para Cuba para estudar medicina. Aí conheceu a Bui Huy Toan, outro estudante vietnamita. Casaram-se em 1992 e passaram sua lua de mel em Moscou. No voo de regresso à ilha caribenha, o casal fugiu quando seu avião aterrizou em Gander (Terranova) para repor combustível.

O mais difícil: saber perdoar

Hoje, Kim vive no Canadá com seu marido e seus dois filhos, Thomas e Stephen. Para quem lhe pergunta o que foi o mais difícil de todo seu calvário ela não duvida em responder:

«Sem dúvida alguma foi perdoar. Perdoar aos que mataram a minha família, aos que incendiaram meu país; perdoar quemse começou utilizar-me sem importar com minha vida pessoal…».

E continua: «A primeira vez que li as palavras de Jesus “amai os teus inimigos”, nem as entendi e nem sabia como fazê-lo. Sou humana, tenho muita dor, muitas cicatrizes e fui vítima muito tempo. Perdoar? Isso me parecia imposível. Tive que rezar muito e não foi fácil… mas, com a ajuda de Deus, finalmente consegui».

Cara a cara com seu verdugo

Efetivamente, em 1996, a Fundação para a Memória dos Veteranos do Vietnam a convidou para ir a Washington, onde conheceu John Plummer, o piloto que lançou as bombas sobre sua aldeia.

Seria imposível imaginar o que o coração de ambos sentiria ao ver-se cara a cara. Mas, sabemos qual foi a reação de Kim: manifestou publicamente seu perdão ao piloto e, emocionados, selaram o ato com um abraço. O homem disse: «É como se tivessem tirado de meus ombros o peso do mundo inteiro».

O secredo para saber perdoar

Se não fosse pelas cicatrizes de seu corpo, ao ver hoje Kim com seu sorriso permanente e seu bom humor, ninguém imaginaria seu drama pessoal. E a pergunta nos vem natural: qual é o secredo para poder perdoar de uma maneira tão contundente? É ela mesma que responde:

«A foto da menininha correndo nua enquanto seu corpinho arde pelo napalm é um símbolo da guerra, mas minha vida é um símbolo de amor, esperança e perdão. Somente quando encontrei a fé, se atenuou a dor das chagas de meu coração».

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publicado por emtudoavontadedeus às 20:50
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