Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Seleção não natural: escolher meninos em vez de meninas, e as consequências de um mundo cheio de homens.

 

 

 

Seleção não natural: escolher meninos em vez de meninas, e as consequências de um mundo cheio de homens

 

 

Por Susan Yoshihara, Ph.D.

 

 

Parte II: Quanto «cúmplice» é a ONU na crise de aborto seletivo da Ásia?

 

 

NOVA YORK, 19 de agosto (C-FAM)

 

 

Um novo livro irritou aos partidários do aborto pela medida na qual o Fundo Populacional da ONU é responsável pela falta de mais de 160 milhões de meninas na Ásia, abortadas na busca de filhos varões.

 

 

A obra de Mara Hvistendahl, Unnatural Selection: Choosing Boys Over Girls and the Consequences of a World Full of Men (Seleção não natural: escolher meninos em vez de meninas, e as consequências de um mundo cheio de homens), é «um dos livros mais consequentes jamais escritos na campanha contra o aborto», segundo uma crítica do jornal "The Wall Street Journal".

 

 

Os créditos acadêmicos do livro foram reforçados por um evento com a sala cheia com a presença do demógrafo Nicholas Eberstadt no 'American Enterprise Institute de Washington'.

 

 

Enquanto os conservadores aclamam os adiantamentos na investigação que apresenta o livro, os colegas progresistas de Hvistendahl debatem sobre seus achados.

 

 

A crítica do jornal liberal "The Guardian" suscitou uma breve carta do Fundo Populacional que condena a conclusão de Hvistendahl, a qual sustenta que o dito organismo e organizações feministas fizeram pouco para por freio à prática.

 

 

Na carta, o Fundo reclama méritos por persuadir aos chineses em 1994 para que declarassem ilegal a seleção em função do sexo.

 

 

Não obstante, essa lei fez pouco. O aborto seletivo persiste, apesar de que houve uma proibição similar na Índia, que deu como resultado proporções extremamente desequilibradas entre os sexos no momento do nascimento.

 

 

Normalmente, há ao redor de 105 homens por cada 100 mulheres nascidas, mas, na atualidade, a China declara que há 120 meninos para cada 100 meninas, as quais são conduzidas ao tráfico para a prostituição e para a compra de noivas.

 

 

Em sua resposta à carta do Fundo Populacional, Hvistendahl foge ao conflito direto com o organismo e, em seu lugar, critica o comentário de 'The Guardian' dizendo que induz aos leitores a pensar erroneamente que ela tinha demonstrado a cumplicidade direta do Fundo Populacional na política de uma criança por família que agrava o aborto seletivo em função do sexo.

 

 

«Há uma diferença entre financiar abertamente uma injustiça e ignorar a injustiça uma vez que esta ocorre», argumenta. Pode ser que os leitores não estejam convencidos disso.

 

 

Hvistendahl demonstra com habilidade que apesar do Fundo Populacional(o UNFPA, por suas siglas em inglês) promove a missão de lutar contra a discriminação de gênero, o organismo deliberadamente se abstém de tomar uma postura sobre o aborto seletivo em função do sexo.

 

 

Seus funcionários lhe disseram em particular que isto se deve a que eles estão «num aperto» já que, segundo expressou um demógrafo que trabalha para o Fundo, «o direito para abortar segue sendo o "assunto prioritário" do UNFPA».

 

 

«Como conservar este rótulo de discriminação e ao mesmo tempo falar sobre o acesso ao aborto seguro?», lhe disse um funcionário do UNFPA, «Tem sido um imenso desafio para nós... Estamos caminhando na corda bamba».

 

 

Diretores internos do Fundo Populacional dizem aos funcionarios que transfiram a culpa e que deem ênfase para «as mulheres cujos maridos as golpeiam ou as ameaçam com o divórcio se não produzem um herdeiro». Um folheto ordena aos ativistas que «evitem a linguagem que responsabiliza a mãe... ela tem muito pouco controle sobre a decisão... a escolha na ausência de autonomia não é escolha».

 

 

Hvistendahl cita um memorando interno pessoal de 2010 que adverte aos funcionários nacionais do Fundo Populacional que se mantenham à margem da declaração da ONU sobre as mulheres elaborada en Beijing (1995), o qual condena «o infanticídio feminino e a seleção pré-natal do sexo» e que evitem relacionar a prática com os direitos humanos.

 

 

Tão pronto quanto reconheçam quantas mulheres se submetem a numerosos abortos para conseguir um menino, lhe disse um sociólogo canadense, «o Vaticano será o primeiro a exclamar: "Proíbam o aborto, façam que o aborto seja ilegal!"».

 

«O temor à palabra con "a"», conclui Hvistendahl, tem «imobilizado as mesmas pessoas que deveriam estar gritando para a opressão»

 

.

publicado por emtudoavontadedeus às 17:32
link do post | comentar | favorito
 O que é? |  O que é?

. logotipo sapo

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. Himno de La Liturgia de l...

. O menino que conseguiu fa...

. Ou se está com Jesus, ou ...

. Há homens que dizem: se D...

. «Poderemos ficar no céu, ...

. Advertência da incompatib...

. A parte mais bonita, a pa...

. "A imensidade de Deus é a...

. Médico ao remover seus ov...

. A MELHOR CANÇÃO PARA DEUS...

.arquivos

. Abril 2015

. Março 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Agosto 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.contador de visitas

estatisticas gratis

. logotipo sapo