Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Mas, no meu coração, a incredulidade e, depois, quase a revolta: este mundo rico "apoderou-se" do Natal e de tudo o que o rodeia e "desalojou" Jesus!

 

Desalojaram Jesus

 

por Chiara Lubich

 

Aproxima-se o Natal e as ruas da cidade cobrem-se de luzes.

Uma fila interminável de lojas, uma riqueza fina, mas excessiva. À esquerda do nosso carro, uma série de montras chamam a nossa atenção. Do outro lado do vidro, a neve cai graciosamente: ilusão de óptica. Além disso, meninos e meninas em trenós puxados por renas e animaizinhos "criados" por Walt Disney.

 

E mais trenós, o Pai Natal, veadinhos, porquinhos, lebres, rãs, fantoches e anões vermelhos.

 

Tudo se move com elegância. Ah! Ali estão os anjinhos…

Não! São fadazinhas, inventadas recentemente para enfeitar a paisagem branca.

 

Acompanhado pelos pais, um menino põe-se em bicos de pés e observa, fascinado.

 

Mas, no meu coração, a incredulidade e, depois, quase a revolta: este mundo rico "apoderou-se" do Natal e de tudo o que o rodeia e "desalojou" Jesus!

 

Aprecia, do Natal, a poesia, o ambiente, a amizade que suscita, os presentes que sugere, as luzes, as estrelas, os cânticos.

 

Aposta no Natal tendo em mira do maior lucro do ano…

Mas não pensa em Jesus.

«Não havia lugar para Ele na hospedaria…», nem sequer no Natal.

 

Esta noite não dormi.

 

Este pensamento manteve-me acordada.

 

Se voltasse a nascer faria muitas coisas.

 

Se não tivesse fundado a Obra de Maria, fundaria uma que servisse para os Natais dos homens sobre a terra.

 

Imprimiria os mais lindos cartões de boas-festas do mundo.

 

Produziria estátuas e estatuetas com a arte mais requintada.

 

Gravaria poesias, canções passadas e presentes, ilustraria livros para crianças e adultos sobre este "mistério de amor", escreveria argumentos para representações ou filmes.

 

Não sei o que seria capaz de fazer...

 

«Veio aos que eram Seus e os Seus não O receberam…».

Hoje, agradeço à Igreja que salvou as imagens.

 

Quando, há vinte e cinco anos, num país onde dominava o ateísmo, um sacerdote esculpia estátuas de anjos para recordar às pessoas o Céu.Hoje entendo-o melhor. Exige-o o ateísmo prático que invade agora o mundo, por toda a parte.

 

Não há dúvida de que este apoderar-se do Natal e chegar até a expulsar o Recém-Nascido, é uma coisa que angustia.

Que ao menos em todas as nossas casas se grite Quem nasceu, preparando-Lhe uma festa sem igual.

 

 

Chiara Lubich

 

publicado por emtudoavontadedeus às 15:12
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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

"Para não ofender ideologias que são contrárias ao Amor Santo, se toleram pecados, se questionam os matrimônios entre um homem e uma mulher, e a "violência" se faz uma religião que por temor não se desafia."

 

 

23 de Novembro de 2010
Mensagem Pública

 



"Eu sou teu Jesus, nascido Encarnado."

"Tu sabes que no mundo da arte uma cor é importante na medida de sua profundidade ou intensidade. No mundo espiritual, a profundidade ou intensidade da santidade se mede pelo Amor Santo no coração. Quantas vezes mencionei este fato, as pessoas não tratam de incrementar o Amor Santo no coração rendendo-se no momento presente à maior quantidade de Amor Santo que lhe é possível."

"O Amor Santo deve cobrir e abraçar cada pensamento, palavra e obra. O Amor Santo deve ser a inspiração do pensamento, palavra e obra. Sair-se do Amor Santo de qualquier forma deveria revelar a alma, que deseja a perfeição espiritual, uma área de debilidade."

"Deves ver cada situação como a Vontade Ordenadora ou Permissiva ou Provedora de Deus para ti. Compreende que Meu Pai deseja tua perfeição no Amor Santo e te dá tudo o que necessitas para consegui-la."

24 de Novembro de 2010
Mensagem Pública


"Eu sou teu Jesus, nascido Encarnado."

"Deves compreender que o ser politicamente correto tem um domínio completo sobre a voz da verdade. As pessoas estão mais preocupadas pela posibilidade de ofender a alguém, que por defender a justíça; a justíça personificada no Amor Santo."

"Para não ofender ideologias que são contrárias ao Amor Santo, se toleram pecados, se questionam os matrimônios entre um homem e uma mulher, e a "violência" se faz uma religião que por temor não se desafia."

"Assim, por medo, as pessoas evitam estes temas que violam os direitos humanos e que vão contra os Dez Mandamentos, temerosos de que ao defender a verdade ofenderiam o pecador. Esta é a tática de Satanás para intimidar as almas alijando-as do caminho da retidão e induzindo-as a cair na tentação de fazer concessões. Assim é como o coração do mundo elegeu a derrota derivada do compromisso no lugar da vitória derivada da verdade. Olhe nitidamente tudo o que está sucedendo eos acontecimentos do mundo atualmente, e verás que tenho razão."

 

www.amorsanto.com

 

 

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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Recorda-te do que o Senhor disse à Madalena: "Perdoados lhe são muitos pecados, porque amou muito" (Lc 7,47).

 

 

 

Recorda-te do que o Senhor disse à Madalena: "Perdoados lhe são muitos pecados, porque amou muito" (Lc 7,47).

 

 E se tanto apreciamos, e com razão, as indulgências, as boas obras, as esmolas, incluamos entre estas a caridade, a rainha das virtudes.

 

Por cada ato de contrição perfeita vai a alma confirmando-se mais e mais no bem e robustecendo-se contra o mal, de modo que, com razão, pode esperar a suprema graça da perseverança final. Já vês, pois, que é importante a contrição perfeita na vida. Porém, de modo particular;

 

II — É importante na morte

Sobretudo em perigo de morte repentina.

 

Houve um grande incêndio numa cidade, e neste pereceram centenas de pessoas. Entre muitas que gemiam no pátio de uma casa, via-se um menino de doze anos que, de joelhos, pedia em voz alta a graça da contrição; explicou depois porque o fazia e suplicou que orassem com ele em voz alta.

 

Talvez que, por seu intermédio, muitos daqueles infelizes se salvassem para sempre.

 

Perigos como este sem conta te cercam e, quando menos o penses, podes ser vítima de uma desgraça repentina: podes, por exemplo, cair de uma árvore; podes ser atropelado por um carro na rua; podes ser surpreendido de noite, pelo fogo, na tua habitação; podes colocar mal o pé em uma escada; pode ser que, enquanto trabalhas, te falte repentinamente os sentidos e caias… levam-te moribundo à casa, vão a correr chamar o sacerdote; este, porém, tarda em chegar, e urge tanto!…

 

Que fazer? Exercita-te em seguida à contrição perfeita, arrepende-te por amor e gratidão para com Deus, e Jesus Cristo paciente salvar-te-á por toda a eternidade; a contrição perfeita terá sido para ti a chave do Céu no último momento e no último e supremo transe para a alma e para o corpo.

 

Com isto, não desejo que alguém se aventure a deixar tudo para o último momento, à mercê de um ato de contrição perfeita, julgando ficar já por isso livre de pecado, pois é muito duvidoso que a contrição perfeita possa servir aos que têm pecado à sua sombra. O que deixo dito vale, antes de tudo e sobre tudo, para os que têm boa vontade.

 

Fonte:

 

http://www.derradeirasgracas.com/3.%20Vários%20Assuntos/A%20CONTRIÇÃO%20PERFEITA/Uma%20chave%20de%20ouro%20do%20Céu..htm

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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

— E que bens são esses que produz a contrição perfeita? Por que é tão importante e até necessária a contrição perfeita?

 

— E que bens são esses que produz a contrição perfeita? Por que é tão importante e até necessária a contrição perfeita?

 

É importante na vida e na morte.

 

I — É importante na vida

 

Porque: que precioso não é o estado de graça!

 

A graça não adorna somente a alma, mas invade-a e penetra-a toda, e transforma-a em uma nova criatura, em filha de Deus e herdeira do céu. Além disso, faz com que todas as obras e trabalhos do cristão sejam meritórios para o Céu; a graça é a varinha mágica que tudo converte em ouro, porém em ouro de méritos celestiais.

 

Pelo contrário, que triste é o estado do cristão que jaz em pecado! Todos os seus trabalhos, todas as suas orações, todas as suas boas obras ficam inúteis e sem mérito para o Céu; é inimigo de Deus e, no momento em que o tênue fio da vida se parta, cairá precipitado no inferno. Não será, pois, importante e necessário o estado de graça para o cristão?

 

Pois, se o perdeste, podes recuperá-lo, principalmente de duas maneiras:

1º Pela Confissão.

2º Pela contrição perfeita.

 

A Confissão é o meio adequado e ordinário para alcançar a graça santificante. Como este meio, porém, nem sempre está ao nosso alcance, Deus deu-nos outro extraordinário, que é a contrição perfeita.

Imagina que, um dia, tens a imensa desgraça de cometer um pecado mortal. Quando, passada a agitação do dia, vem o sossego da noite, a tua consciência angustiada levanta-se e clama com voz poderosa. — Confessarse agora… não é possível.

 

Como remediar este estado? Pois olha, Deus põe em tuas mãos a chave de ouro que te vai abrir as portas do Céu; arrepende-te de teus pecados por verdadeiro amor de Deus, protesta-lhe firmemente não tornar a cometê-los, promete confessá-los quanto antes, e podes acreditar que estás reconciliado com Deus; deita-te tranqüilo.

Porém, se o cristão não conhece nem pratica a contrição perfeita, que triste estado o da alma! Em pecado mortal se deita e se levanta, e assim vive dois, três, quatro meses e mais, até a Confissão seguinte.

 

E talvez que, neste estado, continue por anos inteiros, sem que a profunda noite do pecado seja interrompida, nem um momento sequer, na sua alma pelos raios do sol da graça depois da Confissão. Triste estado! Viver quase sempre em pecado, inimigo de Deus, sem mérito para o Céu e em perigo de eterna condenação!

 

Mais; quando alguém, antes de receber um sacramento, por exemplo, o da Confirmação, o do Matrimonio, se lembra de um pecado grave não perdoado, pode, pela contrição perfeita, fazer-se digno de receber o sacramento. Somente para a Comunhão, isso não basta; é necessária a Confissão.

 

Também para o cristão que está em estado de graça, é importante o uso freqüente da contrição perfeita. Antes de tudo, nunca podemos estar completamente seguros de que estamos em estado de graça. Porém, esta segurança aumenta e se confirma com cada ato de verdadeira contrição perfeita.

 

Sucede, além disso, que alguém tenha dúvida sobre se consentiu em alguma tentação; estas dúvidas acovardam e desalentam a alma no caminho da virtude. Que há a fazer nestes casos? Examinar se consentimos ou não? Isso de nada aproveita. Excita-te à contrição perfeita e fica tranqüilo.

Porém, ainda que tivéssemos toda a certeza possível de que estamos em graça, que preciosa não é a contrição perfeita!

 

Por cada ato de contrição perfeita, aumentamos este estado de graça na alma, e cada grau de graça vale mais do que todas as riquezas do mundo.

 

Por cada ato de contrição perfeita e caridade, destroem-se os pecados veniais e as faltas que mancham a alma, e esta fica cada vez mais formosa diante de Deus.

Por cada ato de contrição perfeita, são perdoadas as penas temporais dos pecados (*).

 

(*) Quer dizer que se perdoam sempre algumas penas e até todas, se o ato for mui intenso (N. do T.).

 

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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

A quem, de modo especial, a contrição perfeita auxilia, é aos que leal e sinceramente querem adquirir e conservar o estado de graça.

 

— E devemos confessar os pecados logo que o possamos fazer depois da contrição de caridade?

 

Em rigor, não é necessário; porém, de todo o coração, aconselho-te e recomendo-te que o faças; assim estarás mais seguro de ter alcançado o perdão e conseguirás, por sua vez, as grandes graças que traz consigo o sacramento da Confissão e que se chamam graças sacramentais.

 

Talvez que alguém, tentado pelo demônio, vendo os grandes efeitos da contrição perfeita, diga: "Pois se é tão fácil alcançar o perdão dos pecados com a contrição perfeita, já não preciso mais me confessar; peco quanto quiser, arrependo-me depois com contrição perfeita, e estou pronto. Não é assim?"

 

Não, de forma alguma; porque quem assim pensa não tem nem sombra de contrição. Não ama a Deus sobre todas as coisas logo que não queira em tudo e por tudo romper com o pecado mortal, nem trata seriamente de emendar a sua vida, coisa que tanto se requer para a Confissão como para a contrição perfeita; em uma palavra, falta-lhe boa vontade e, faltando-lhe esta, faltar-lhe-á a graça de Deus, sem a qual a contrição perfeita é absolutamente impossível.

 

Poderá enganar-se a si mesmo, jamais, porém, enganará a Deus Nosso Senhor. Aquele que tem contrição perfeita, está inteiramente resolvido a romper com o pecado mortal; receberá logo que possa e com mais fervor do que dantes, os santos sacramentos, e com a sua boa vontade, ajudada da graça de Deus, conservar-se-á livre de pecado e se firmará mais e mais no feliz estado de filho de Deus.

 

A quem, de modo especial, a contrição perfeita auxilia, é aos que leal e sinceramente querem adquirir e conservar o estado de graça e, sobretudo, aos que pecam por costume, isto é, aos que, ainda que tenham boa vontade, a força dos maus hábitos e a própria fraqueza os fazem cair de vez em quando; porém, de forma alguma, a contrição perfeita ajuda aos que se acolhem a ela para pecarem mais à vontade. E estes convertem o celestial remédio do perfeito arrependimento em narcótico fatal e em infernal veneno.

 

Não sejas, pois, destes, leitor amado; não consintas, incauto, que graça tão preciosa como a contrição perfeita te sirva para o mal, senão para o bem, já que tão grandes bens produz na alma do cristão.

 

publicado por emtudoavontadedeus às 21:47
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

— Será, pois, certa e segura esta doutrina da contrição perfeita? Digo-te que é tão firme e tão segura como a própria palavra de Deus.

 

Tais são as maravilhas que o amor e a misericórdia de Deus obram na alma do cristão pela contrição perfeita.

 

Tão grandes são que, talvez, te pareçam incríveis; tratando-se do perigo de morte, já terás ouvido que se devem pedir a contrição e a dor; mas que também, em tempo de saúde e em qualquer tempo, a contrição perfeita obre tais maravilhas, mal te atreverás a acreditá-lo.

 

— Será, pois, certa e segura esta doutrina da contrição perfeita?

Digo-te que é tão firme e tão segura como a própria palavra de Deus.

 

No Concilio ecumênico de Trento, onde a Igreja declarou e explicou os principais ensinamentos divinos que já eram correntes nela e eram combatidos por muitos hereges, diz-se na Sessão 14, cap. 4: "A contrição perfeita, a contrição que procede do amor de Deus, justifica o homem e reconcilia-o com Deus ainda antes de receber o sacramento da Confissão".

 

Como o Concilio não diz que isto seja só em tempo de necessidade e em perigo de morte, segue-se que a contrição perfeita produz sempre este efeito.

 

E, para o afirmar, apóia-se a Igreja na palavra e ensino de Jesus Cristo, que diz entre outras coisas: "Se alguém me ama (e isto só o faz o que tem verdadeira contrição no coração), meu Pai o amará e Nós viremos a ele e faremos nele morada" (I Jo 14,23).

 

Para que, porém, Deus possa habitar na alma, é preciso que o pecado tenha desaparecido; logo, o apagar o pecado é um dos efeitos da contrição perfeita, da contrição de caridade.

Assim também o tem declarado sempre a Igreja infalível, chegando a condenar como herege, Baio, por dizer o contrário.

 

O mesmo ensinam os Santos Padres e Doutores sagrados sem exceção e o mesmo confirma a razão, porque se, como já disse, tão grandes efeitos produzia a verdadeira contrição no Antigo Testamento, quando ainda imperava a lei do temor, quanto maior produzirá no Novo, em que impera a lei do amor!

 

— Dir-me-ás, talvez, porém, se a contrição perfeita destrói os pecados, a que vem confessá-los depois?

Sim, é verdade; a contrição perfeita faz o mesmo que a Confissão, faz com que desapareçam da alma os pecados; não o faz, porém, com independência do sacramento da Confissão, porque é necessário ter vontade de confessar mais tarde os pecados destruídos ou apagados pela contrição perfeita.

 

E isto porque é lei de Jesus Cristo que se confessem todos os pecados, pelo menos todos os mortais, e esta lei, de forma alguma, se pode mudar. Verdade é que, se alguém não quisesse depois confessar os pecados que lhe foram perdoados pela contrição perfeita, não os contrairia novamente; mas é certo que perderia de novo o estado de graça, precisamente por faltar à obrigação de confessá-los.

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Domingo, 21 de Novembro de 2010

Finalmente, se tão soberanos efeitos obra Deus pela contrição perfeita, sinal é de que quer que a exercitemos e de que Ele nos ajudará para consegui-la.

 

 

Além disso, muitas vezes pode-se exprimir com poucas palavras o amor mais ardente e a mais profunda contrição, atendendo só ao sentido e ao motivo (o amor de Deus).

 

Por exemplo, com estas jaculatórias: "Deus meu e meu tudo!"; "Meu Jesus, misericórdia!"; "Ó meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas!"; "Meu Deus, compadecei-Vos de mim pecador!" E…

 

"Pequei, já minha alma

Sua culpa confessa;

Mil vezes me pesa

De tanta maldade.

Mil vezes me pesa

De haver, obstinado,

Teu peito rasgado,

Ó suma Bondade!"

 

Finalmente, se tão soberanos efeitos obra Deus pela contrição perfeita, sinal é de que quer que a exercitemos e de que Ele nos ajudará para consegui-la.

 

E que efeitos são estes que produz a contrição perfeita?

 

Efeitos verdadeiramente admiráveis!

 

Se és pecador, perdoa-te imediatamente os pecados e isto de cada vez e ainda antes de receberes o sacramento da Confissão; necessário é, porém, que tenhas vontade de confessá-los mais tarde (vontade esta que já está incluída na contrição perfeita).

 

E este efeito é produzido pela contrição perfeita e verdadeira não só em perigo de morte, mas sempre e quando a excitamos no coração; de modo que o pecador, ao mesmo tempo que lhe são remitidas as penas do inferno, recobra os méritos passados e, de inimigo de Deus, se faz seu filho e herdeiro do Céu.

 

Se és justo, a contrição perfeita assegura-te e aumenta-te o estado de graça, apaga-te os pecados veniais que, pelo ato de contrição de caridade, detestaste; perdoa-te, sobretudo, as penas dos pecados, firmando e robustecendo-te no verdadeiro e sólido amor de Deus.

 

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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

E ainda te digo mais: muitas vezes, sem o saber ou sem o pensar, tens realmente contrição perfeita; quando, por exemplo, ouves piedosamente a santa Missa.

 

 

É difícil conseguir a contrição perfeita?

 

Antes de tudo, é verdade que, para a contrição perfeita, se requer mais do que para a imperfeita, que é a de que se necessita para a Confissão.

 

 Contudo, porém, ajudado com a graça de Deus, pode qualquer um alcançar a contrição perfeita, bastando que deveras a deseje, porque a verdadeira contrição está na vontade e não no sentimento.

 

Tudo se reduz a termos o devido motivo de arrependimento, quer dizer, que nos arrependamos porque amamos a Deus sobre todas as coisas e, por seu amor, detestamos os nossos pecados; nisto, e não na duração ou intensidade da dor, está a contrição perfeita.

 

Digo isto, porque muitas vezes se confunde a contrição perfeita com certa contrição que há, altíssima e sublime, não se advertindo que a contrição perfeita tem seus graus e degraus, e que, para que o seja, não é necessário que chegue à contrição altíssima e firmíssima de São Pedro, de Madalena, de São Luiz Gonzaga e de outros santos: muito bom seria isso, mas não é necessário; um grau mais baixo de contrição perfeita e verdadeira basta para perdoar os pecados.

 

Além disso, advertirás uma coisa, que me parece te animará e te dará confiança para poderes alcançar a contrição perfeita. Antes de Jesus Cristo, na Lei antiga, por espaço de 4.000 anos, foi a contrição perfeita o único meio que tiveram os homens para alcançarem o perdão dos pecados e entrarem no Céu. E hoje mesmo a milhões e milhões de pagãos e hereges que só e unicamente pela contrição perfeita, podem sair do pecado.

 

Portanto, se é verdade, como é, que Deus não quer a morte do pecador, parece natural que não haja exigido para a contrição perfeita ato demasiadamente difícil, mas antes que esteja ao alcance de todos.

 

Pois, se podem alcançar a perfeita contrição tantos e tantos que vivem e morrem afastados, é verdade que sem culpa sua, da corrente da graça e da Igreja Católica, ser-te-á isto a ti difícil, a ti, que tens a grande dita de ser cristão e católico, a ti, que tens muito mais graças e estás mais instruído do que eles?

 

 

E ainda te digo mais: muitas vezes, sem o saber ou sem o pensar, tens realmente contrição perfeita; quando, por exemplo, ouves piedosamente a santa Missa, quando fazes com devoção a Via-Sacra, quando meditas com fervor diante de uma imagem de Jesus crucificado ou do Sagrado Coração, ou assistes à pregação da palavra divina.

 

 

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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

Como se consegue uma contrição perfeita?

 

 

 

Como se consegue uma contrição perfeita?

 

Hás de pressupor que a contrição perfeita é graça e grande graça do amor e misericórdia de Deus; e, se assim é, hás, portanto, de pedi-la com instância.

 

Porém, não te contentes com fazê-lo somente quanto trates de estimular a contrição, porque o desejo de alcançá-la deve ser um dos mais ardentes anseios de tua alma.

 

 Pede-a, pois, dizendo: Senhor, dai-me a graça do perfeito arrependimento, da perfeita contrição dos meus pecados. E Deus não te faltará com a sua graça, se tiveres boa vontade.

 

 

Posto isto, repara como poderás facilmente conseguir a contrição perfeita. Põe-te diante de um crucifixo, na igreja ou na casa de tua habitação, ou senão imagina que o tens diante de ti, e, chorando de compaixão à vista das feridas do Senhor, pensa uns momentos com fervor: Quem é este que está pendente da Cruz e sofrendo nela?

 

— É Jesus, meu Deus e Salvador.

 

— Que sofre?

 

— As mais terríveis dores no corpo, tem-no ensangüentado e coberto de feridas; a alma, tem-na lacerada pelas dores e afrontas. Por que sofre tudo isso?

 

— Pelos pecados dos homens e… também pelos meus pecados; em meio de suas amarguradas dores, também pensa em mim, também sofre por mim, também quer expiar os meus pecados.

 

— Entretanto, deixa que o sangue redentor do Salvador, quente ainda, caia sobre ti, gota a gota, e pergunta a ti mesmo como tens correspondido ao teu Salvador, tão atormentado por ti.

 

Pensa um momento, recorda teus pecados, e esquece-te, se quiseres, do Céu, do inferno, e arrepende-te principalmente porque são eles que a tão miserando estado reduziram o teu Salvador; promete-lhe que não tornarás a crucificá-Lo com mais pecados e, por fim, reza, pausadamente e com fervor, acompanhando com sentimento interno, as palavras, a fórmula da contrição.

 

Esta oração ou fórmula pode ser diversa e ainda pode cada um servir-se para ela de suas próprias palavras. No fim do livrinho, encontrarás algumas; contudo juntarei aqui uma bastante vulgar:

 

"Senhor meu e Deus meu: pesa-me, do mais íntimo do coração, de todos os pecados de minha vida, porque com eles tenho merecido que a vossa divina Justiça me castigasse na vida e na eternidade; porque tenho correspondido ao vosso amor com tanta ingratidão, sendo como Sois o meu maior benfeitor; porém, sobretudo, porque com eles Vos tenho ofendido a Vós, meu bem supremo e digno de todo o amor. Proponho firmemente emendar-me e não mais pecar. Dai-me, meu Jesus, a graça para cumpri-lo. Amém."

 

Três porquês contém esta oração, e a cada porquê acompanha um motivo de contrição, primeiro da imperfeita, depois da perfeita; pois, da imperfeita se passa mais facilmente para a perfeita e é por isto conveniente unir as duas espécies de contrição. Em outras palavras, convém que se excite em primeiro lugar a contrição imperfeita e depois a perfeita. Dize, pois:

 

1— "porque com eles, tenho merecido…" Isto é ainda contrição imperfeita.

 

2— "porque tenho correspondido…" Esta vai já se aproximando da contrição perfeita e até se reduz a ela; porque, se deveras sinto ter correspondido com ingratidão e com pecados ao amor e bondade de Deus, necessariamente hei de querer ressarcir com amor esta ingratidão; e o sentir por amor a ofensa do benfeitor, a quem até agora se desconhecia, é já contrição perfeita, contrição de caridade para com Deus.

 

3— "porém, sobretudo, porque com eles Vos tenho ofendido…"

 

Se voltares a ler o capítulo I, entenderás o que isto significa e, entendendo-o, verás mais claramente expressado aqui o amor perfeito e a contrição perfeita. Para consegui-lo mais facilmente, podes acrescentar, mentalmente ou por palavras, o que segue: "porém, sobretudo, porque com eles Vos tenho ofendido a Vós, meu bem supremo e digno de todo o amor. Salvador meu que, por meus pecados, morrestes na Cruz".

 

Depois vem o propósito: "Proponho…" — Porém, padre, dir-me-ás talvez — para outros, será isso muito fácil, mas para mim, é coisa muito difícil, quase impossível.

 

— Parece-te isso? Pois não o julgues tal.

 

 

 

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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Como tens pago a Deus, tão bom e amoroso, o seu amor e bondade para contigo?

 

 

 

Que tens a concluir daqui?

 

"Amemos a Deus já que Ele nos amou primeiro" (I Jo 4,19).

 

E Deus te atraiu a Ele pelo batismo, graça capital e primeira da tua vida, e pela Igreja, em cujo seio foste então admitido. Quantos há que, só a força de trabalhos e canseiras, conseguem encontrar a verdadeira Fé, e a ti te a ofereceu Deus desde o berço, por puro amor.

 

Atraiu-te a Ele e te atrai sempre pelos sacramentos e pelas inumeráveis graças interiores e exteriores de que te enche todos os dias, pois, em verdade, estás nadando, como em imenso mar, na bondade e amor de Deus.

 

 E este amor, quer ainda coroá-lo colocando-te consigo no Céu e fazendo-te eternamente feliz. Que lhe deves por tanto amor? Não é verdade que deves corresponder a ele? Amemos também a Deus já que Ele nos amou primeiro.

 

Pois, vamos a contas e dize-me: Como tens pago a Deus, tão bom e amoroso, o seu amor e bondade para contigo? Dir-me-ás, sem dúvida, que com ingratidão e pecados.

 

E pesa-te essa ingratidão? Sem dúvida que sim e queres ressarcir a tua pesada ingratidão, amando quanto possas tão grande e amoroso benfeitor. Pois, olha, se assim é, já tens contrição perfeita, contrição de amor de Deus. Para facilitar, chama-se a esta contrição de amor de Deus, contrição de amor ou de caridade.

 

Na mesma contrição de caridade, há uma mais levantada, que é quando alguém ama a Deus porque Ele é em si infinitamente formoso, glorioso, perfeito e digno de amor, prescindindo do seu amor e misericórdia para conosco.

 

Há estrelas — e com esta comparação julgo que entenderás melhor — que, por estarem muito longe de nós, não as podemos distinguir, e, contudo, são tão grandes e formosas como o sol, que tão prodigamente nos dá o calor e a vida.

 

Pois assim, ainda quando o homem não tivesse visto nem gozado nunca do amor de Deus, eterna estrela do céu, ainda quando Deus não tivesse criado o mundo nem criatura alguma, seria apesar disso grande, formoso, glorioso e digno de ser amado, porque é em si mesmo e para si, o bem mais excelente, o mais perfeito e digno de amor. Isto e não outra coisa quer dizer essa expressão que, mais de uma vez, terás encontrado nos devocionários e nas fórmulas do ato de contrição e te terá parecido talvez algum tanto obscura.

 

Detém-te, pois, agora e contempla o amor de Deus; contempla-o, sobretudo, nos amargos sofrimentos do Salvador, a cuja luz o compreenderás tão facilmente como facilmente te arrebatará o coração.

 

Eis aqui o modo de alcançar praticamente a contrição perfeita.

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